Música durante a gestação

Durante a minha gestação eu não pude fazer muita coisa ( como disse em uma postagem), então um dos meus passatempos favoritos era tocar.
Eu sou pianista, formada em conservatório musical e amo o que faço, afinal toco desde os 5 anos de idade.
A música pra mim sempre foi uma terapia, seja pela forma de passar o tempo, seja para tranquilizar, seja por amor.. a música é sempre a melhor solução para tudo.
Eu, tocava muito durante a gravidez, algumas vezes via minha barriga saltando (Alice pulando) e numa tentativa de acalma-la começava a tocar, li algumas reportagens e pesquisas sobre isso mas nunca levei a sério, vejo sempre tanta coisa por ai mas fiz o teste e realmente é verdade.
Toquei muita música romântica(populares), algumas valsas (que são minha verdadeira paixão) até as clássicas como Pour Elise e pude ver o resultado desse meu passatempo quando a Alice nasceu.
Ela sempre foi uma criança muito calma, disciplinada mas como todos nós tinha e tem seus momentos de braveza e eu usava a música para acalma-la e ela dormia, nunca precisei cansar, mas o barulho em que o piano emitia e emite a prende e isso é extremamente fascinante.
Futuramente eu não sei se ela vai aprender a tocar piano, não sei se será como eu que amava piano desde que nasci mas pelo que vejo, ela gosta do seu barulho e assim como eu o usa como terapia!

Descobrindo o sexo

Bom eu já tinha certeza que era um menino (mesmo no fundo eu tendo esperança de ser uma menina), o médico disse que tinha 0,1% de chance de ser menina, então era “menino”.
Até que no dia 18-06-2012, em um ultrassom de rotina a médica me perguntou “- Já sabe o sexo?”  e como se eu não soubesse respondi “- Não sei ” . Ela perguntou mas você nem imagina, eu disse que não… e ela está vendo isso aqui, é uma menina.
Meu coração gelou, uma menina? e meu menino? Eu já tinha escolhido nome, já tinha visto várias coisas desse mundinho azul e agora meu mundo seria rosa.
Menina ou menino eu estava feliz, mas confesso que sempre sonhei em ser mãe de menina, ter aquela princesinha toda arrumadinha, com laçinhos, faixas, roupinhas coloridas, combinando, sandálias.. ai que alegria!
E o nome? Já tinha passado tantos na minha cabeça, Giovana, Manuela, Sofia… até que veio ele, o certo, o que combinaria com ela: Alice.
Alice sempre foi um nome muito doce e forte para mim e assim que eu queria que minha filha fosse, doce e ao mesmo tempo forte.

Compartilho aqui com vocês , uma imagem do ultra que descobri que era a minha bonequinha.

Descolamento de placenta

Alguns dias depois do meu primeiro ultra, eu senti muitas dores no baixo ventre, parecia cólica só que muito mais forte, até que minha dor foi “passando” conforme eu ia fazendo xixi.. e numa dessas vezes aconteceu algo estranho, veio sangue e um “pedaçinho” de algo que até hoje eu não sei dizer o que era.
Eu não fui ao hospital de imediato, lembro que eu estava sozinha em casa e sem chave, aguardei até o outro dia para ver se ainda tinha sangramento e sim ainda tinha.
Meu pai  me levou direto ao hospital, passei por um ginecologista que não era o meu e o mesmo pediu logo um ultra com urgência.
Vimos que eu havia tido um descolamento de placenta prematuro, nunca saberei dizer o que era aquela coisinha durinha que eu havia expelido mas o que importa é que a meu bebê estava lá ainda firme e forte dentro do meu ventre.
Daquele dia em diante, eu não só tomava a vitaminas como todas as grávidas, tomava alguns remédio para evitar contração e outros para produzir hormônio.
Eu que achei que seria uma grávida ativa, passei a ser uma grávida sedentária que não podia fazer nada mas graças a esse procedimento que hoje tenho a minha filha.

O que é o deslocamento de placenta prematuro?
O deslocamento de placenta prematuro é separação total ou parcial da parede do útero o que deveria ocorrer até o bebê nascer. O grau de deslocamento pode variar mas em casos mais graves pode cessar o oxigênio e nutrientes do bebê, fora que é um caso de urgência obstétrica que pode causar a morta do bebê, mãe ou ambos.
Sintomas:
Sangramento vaginal (leves ou fortes)
Dores no baixo ventre e/ou costas

Diagnostico:
é feito uma coleta de dados, e ultra transvaginal ou abdominal, e como complementos de exames um hemograma, monitoramento fetal, dosagem do fibrinogênio, exame pélvico e avaliação da coagulação sanguínea.

Bom voltando a mim, o repouso foi a pior parte. Eu queria andar na praia, mostrar para todo mundo o meu barrigão mas era necessário para meu bebê eu ficar em casa pra que ele vivesse.

Então… uma dica que eu dou qualquer dorzinha corram para o médico!!!

Enfrentando o preconceito

Assim como eu disse em outra postagem, o preconceito ainda existe, camuflado mais ainda existe  e muitas (na grande maioria) esse preconceito parte de nós.
É óbvio que sabemos que hoje existe inúmeros métodos de prevenção de gravidez e de doenças porém sabemos que nem sempre são utilizados ( o que aconteceu no meu caso) e também não são 100% seguros.
Sabe eu sempre fui muito preconceituosa comigo, passamos a vida inteira escutando “- Fulana é mãe solteira” ” Fulana se envolveu com um cara e engravidou” “Fulana larga o filho o dia inteiro na escola porque não tem ninguém para olhar e tem que trabalhar pra sustentar filho” e sabe isso sempre pesa muito no que fazemos mas algumas vezes agimos por impulso e não controlamos a nossa atitude.
Assim como eu já disse, quando soube da gravidez eu não sabia como seria enfrentar todos esses olhares tortos mas com o tempo eu soube administrar.
Aprendi sendo mãe solteira, que quem faz o preconceito é você mesmo, que muita gente vai falar ( e te julgar e criticar) mas se você se importa com tudo o que vão falar você pode ser uma freira que você nunca irá prestar. Aprendi a enfrentar o preconceito e a superar tudo de uma única forma, sendo uma boa mãe para minha filha.
Não existe nada no mundo que se compare ao amor que nós temos.
Feio não é ser mãe solteira, feio é engravidar para segurar um homem, feio é ter o filho e viver brigando com ele por ele ter nascido (seja de físico ou emocional ),  feio é fingir amar, feio é o preconceito ridículo do ser humano em querer viver numa sociedade regradas.
Regras são feitas para serem cumpridas mas também são feitas para serem quebradas.